Lembram de algum programa bacana.
Um restaurante muito bom e barato, em ótima companhia, com direito a prorrogação após a sobremesa.
Conseguiram?
Então, tá ...
Conseguem lembrar, agora, de algum programa não tão bacana assim.
Tipo: visita surpresa da sogra querida, em pleno domingo, quando o seu time do coração está entrando em campo.
Sucesso?
Guardem essas lembranças!
Por último, pensem em um baita "programa de índio".
Daqueles de cocar cheio de penas, para ninguém botar defeito.
Enterro de cunhado na Sulacap, às 17:00h de um sábado, com direito a dar carona para a sogrona completamente descontrolada.
Ah!
Ia esquecendo ....
Quem paga as despesas do enterro é você!
Lembrou de algum?
Parabéns!
Então, o que vocês diriam de um cruzeiro de final de ano, com toda a família, de Santos a Salvador, com mar encrispado e tempo ruim?
Bacana, não tão bacana assim, ou um verdadeiro "programa de índio"?
Como nosso Bom-Baiano se diverte até em dentista, pra ele, deve estar ótimo.
Isso sem contar com as infalíveis discussões em família, com os mareios e com a remotísisma possibilidade de todos terem em barcado, por engano, no tal cruzeiro universitário.
Temos que conferir isso quando ele retornar!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Feliz Natal para Todos (by Achilles)
Olá, Estou meio atrasado com os cumprimentos de Natal mas hoje, ao pensar qual seria o cartão que enviaria por e-mail às pessoas de meu relacionamento, lembrei especialmente de você. Pensei que estas datas estão muito comerciais (embora todos nós gostemos de presentes dar ou receber) que se buscasse na net um cartão legal a mensagem não seria realmente minha. Desta forma concluí que o melhor seria escrever uma mensagem não muito longa mas que fosse minha, mesmo que não ficasse tão bonita, Ela seria sincera e bonito mesmo é poder desfrutar do mundo com a sua companhia pois ele não seria tão bom sem você.
Desejo-lhe assim um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de pessoas como você para que o mundo seja melhor para todos e não só para mim.
Ricardo
Letícia 'ta bombando
Diante da paixão, justificada, pela lindíssima Letícia, que assolou todos os CPÊNICOS o nosso BLOG apresenta, com certa exclusividade......
LETÍCIA em dois momentos. O primeiro quando foi a formatura da Turma e recebeu, junto com sua mamãe, seu distintivo de madrinha do curso e o segundo junto com o CPENICO Marcus Sá seu papai coruja.
Parabéns.
Essas imagens nos remetem a beleza da vida e a sua continuidade. Nessa época em que as esperanças se avivam e mais um ano passa, fica o desejo de que todos sejam felizes e renovados neste ano que se inicia, Lêlê, Feliz 2009. Pais da Lêlê, Feliz 2009. Tios da Lêlê (CPÊNICOS) Feliz 2009.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Aos Mestres com Carinho
Texto Lido por Ocasião da Homenagem aos Professores Danilo Marcondes, Everardo Rocha e Francisco Carlos
Não sabíamos o que esperar das aulas do MBA. Nossa experiência profissional e meia-idade avançada
faziam com que o retorno a um rotina diária de atividades em sala de aula fosse visto com muita
preocupação.
Iniciamos nossa jornada há mais de 10 milhões de anos, no “Rift
Valley” africano. Um pouco mais tarde, já de pé, graças a Lucy, uma
mulher baixinha, mais peluda que a Cláudia Ohana e de beleza discutível,
migramos para a Ásia.
Sempre freqüentando as prateleiras de um exuberante “supermercado
biológico”, evoluímos e nos espalhamos pelo mundo a fora. Nosso
progresso foi notável! Rapidamente, dominamos o
cultivo de vegetais, a produção de remédios e a
criação de animais. Desenvolvemos tecnologia e
expandimos a cultura. Fixamo-nos cada vez mais ao
terreno, alterando-o, aspecto ainda hoje observado
nas tropas de Infantaria, forma mais primitiva de
combatente.
A marcha acelerada do tempo foi bruscamente
reduzida de modo a apreciarmos a Grécia Antiga e
seus formidáveis sábios. Thales de Mileto, Pitágoras,
Aristóteles, Anaxímenes, Anaximandro, e tantos outros
“selecionáveis” desfilaram diante de nossos olhares incrédulos e,
não raro, um pouco sonolentos.
Conhecemos a original e seletiva democracia ateniense.
Passeamos pela Ágora. Aprendemos a detestar os sofistas devido ao
seu pragmatismo irritante. Quase deixamos cair a clepsidra, diante
do julgamento e da morte de Sócrates.
A realidade, o mundo abstrato e o mundo material
apresentaram-se despudoradamente para todos nós. Durante algum
tempo, perdemo-nos no interior de uma alegórica caverna criada por
Platão, que não é aquele “menino” cantor que iniciou carreira como
vocalista da banda Hojerizah, nos anos 80. Entre nós, há quem acredite
piamente estar, ainda hoje, perdido no interior daquele buraco fabuloso,
mas isso é, certamente, um exagero, ou não... diria Caetano.
Um pouco mais adiante, em face do “arqué” das Cidades-Estado e
da Política, atingimos o ápice da sabedoria: “Só sei que nada sei”!
Nadamos nas praias paradisíacas da Ilha de Melos, uma espécie de
Ilha de Caras grega, antes que os atenienes resolvessem
destruir tudo devido a um desentendimento bobo.
“Presenciamos” a Guerra entre Atenas e Esparta sob o comando de
Tucídides, que ficou tão apegado à turma que, volta-e-meia, retornou
para visitar-nos durante o curso. Pesarosos, tivemos que seguir viagem e
deixamos a Grécia Antiga.
Avançamos no tempo envoltos no “zeitgeist”, conhecemos outras
civilizações, vimos nascer religiões e passamos a entender rivalidades
que ainda hoje são motivo de tantas mortes. Lá pras tantas, descobrimos,
embasbacados, que não éramos anjos decaídos, e sim meros “macacos fashion”, alguns,
nem tão “fashion” assim.
Conflitos permearam nosso caminho: convencionais,
assimétricos, pessoais, etc. Diversos pensadores, Hobbes,
Locke, Maquiavel, Rousseau, Kant, dentre outros, produziram um sem-número de
livros, sem, contudo, responder, de modo direto e irretorquível, a uma simples
pergunta: “O conflito é inevitável?”.
Em catarse, “revisitamos” a Guerra do Paraguai, a Primeira Guerra Mundial e
a Guerra do Golfo. Conhecemos, na intimidade, o Irã e seus aiatolás. Descobrimos,
desconcertados, que os curdos são rejeitados em todos os lugares. O porquê disso,
não importa, mas há quem tenha interpretações muito pessoais sobre o assunto.
De Land Hover, partimos para uma
jornada purificadora em busca da Pacha Mama.
Rodamos milhares de quilômetros, defrontamonos
com uma riqueza cultural inestimável e uma
pobreza financeira imensurável, desconfiamos de
como Ingrid Bettencourt foi libertada e
encontramos Evo Morales, antes do previsível
litígio com o pessoal da Meja Luna.
No dia primeiro de agosto, dia de Pacha
Mama, seguindo uma antiga tradição, enterramos
uma panela de barro com comida cozida, mas a Deusa Terra não se revelou.
Ao regressarmos de nossa viagem sul-americana, encontramos Dona Flor,
Vadinho, Teodoro Madureira, Scarlet O´Hara e Rhet Butler prontos para explicarnos
a diferença entre as sociedades brasileira e norte-americana. Ambigüidade
prazerosa versus praticidade progressista! Um primor de espetáculo!
Com tudo isso, foi possível montar um quebra-cabeça sobre a geopolítica
mundial e rascunhar inacabadas linhas sobre o futuro do Brasil, um país grandalhão
e gente-boa, evitando a ingenuidade dos otimistas e a amargura dos pessimistas.
Como legado, recebemos a indicação de milhares de livros “imperdíveis” que
levaremos nossas vidas para ler e entender.
Por tudo o que foi exposto, de forma nem um pouco acadêmica (diga-se de
passagem), essa turma estabeleceu um vínculo indissolúvel com os principais
agentes de um prodigioso milagre de engrandecimento cultural: os professores
Danilo Marcondes, Everardo Rocha e Francisco Carlos. Assim, de modo sincero, gostaríamos de demonstrar
nosso reconhecimento e gratidão homenageando-os com uma lembrança singela pelas horas dedicadas
ensinando-os um pouco de seu conhecimento.
Não sabíamos o que esperar das aulas do MBA. Nossa experiência profissional e meia-idade avançada
faziam com que o retorno a um rotina diária de atividades em sala de aula fosse visto com muita
preocupação.
Iniciamos nossa jornada há mais de 10 milhões de anos, no “Rift
Valley” africano. Um pouco mais tarde, já de pé, graças a Lucy, uma
mulher baixinha, mais peluda que a Cláudia Ohana e de beleza discutível,
migramos para a Ásia.
Sempre freqüentando as prateleiras de um exuberante “supermercado
biológico”, evoluímos e nos espalhamos pelo mundo a fora. Nosso
progresso foi notável! Rapidamente, dominamos o
cultivo de vegetais, a produção de remédios e a
criação de animais. Desenvolvemos tecnologia e
expandimos a cultura. Fixamo-nos cada vez mais ao
terreno, alterando-o, aspecto ainda hoje observado
nas tropas de Infantaria, forma mais primitiva de
combatente.
A marcha acelerada do tempo foi bruscamente
reduzida de modo a apreciarmos a Grécia Antiga e
seus formidáveis sábios. Thales de Mileto, Pitágoras,
Aristóteles, Anaxímenes, Anaximandro, e tantos outros
“selecionáveis” desfilaram diante de nossos olhares incrédulos e,
não raro, um pouco sonolentos.
Conhecemos a original e seletiva democracia ateniense.
Passeamos pela Ágora. Aprendemos a detestar os sofistas devido ao
seu pragmatismo irritante. Quase deixamos cair a clepsidra, diante
do julgamento e da morte de Sócrates.
A realidade, o mundo abstrato e o mundo material
apresentaram-se despudoradamente para todos nós. Durante algum
tempo, perdemo-nos no interior de uma alegórica caverna criada por
Platão, que não é aquele “menino” cantor que iniciou carreira como
vocalista da banda Hojerizah, nos anos 80. Entre nós, há quem acredite
piamente estar, ainda hoje, perdido no interior daquele buraco fabuloso,
mas isso é, certamente, um exagero, ou não... diria Caetano.
Um pouco mais adiante, em face do “arqué” das Cidades-Estado e
da Política, atingimos o ápice da sabedoria: “Só sei que nada sei”!
Nadamos nas praias paradisíacas da Ilha de Melos, uma espécie de
Ilha de Caras grega, antes que os atenienes resolvessem
destruir tudo devido a um desentendimento bobo.
“Presenciamos” a Guerra entre Atenas e Esparta sob o comando de
Tucídides, que ficou tão apegado à turma que, volta-e-meia, retornou
para visitar-nos durante o curso. Pesarosos, tivemos que seguir viagem e
deixamos a Grécia Antiga.
Avançamos no tempo envoltos no “zeitgeist”, conhecemos outras
civilizações, vimos nascer religiões e passamos a entender rivalidades
que ainda hoje são motivo de tantas mortes. Lá pras tantas, descobrimos,
embasbacados, que não éramos anjos decaídos, e sim meros “macacos fashion”, alguns,
nem tão “fashion” assim.
Conflitos permearam nosso caminho: convencionais,
assimétricos, pessoais, etc. Diversos pensadores, Hobbes,
Locke, Maquiavel, Rousseau, Kant, dentre outros, produziram um sem-número de
livros, sem, contudo, responder, de modo direto e irretorquível, a uma simples
pergunta: “O conflito é inevitável?”.
Em catarse, “revisitamos” a Guerra do Paraguai, a Primeira Guerra Mundial e
a Guerra do Golfo. Conhecemos, na intimidade, o Irã e seus aiatolás. Descobrimos,
desconcertados, que os curdos são rejeitados em todos os lugares. O porquê disso,
não importa, mas há quem tenha interpretações muito pessoais sobre o assunto.
De Land Hover, partimos para uma
jornada purificadora em busca da Pacha Mama.
Rodamos milhares de quilômetros, defrontamonos
com uma riqueza cultural inestimável e uma
pobreza financeira imensurável, desconfiamos de
como Ingrid Bettencourt foi libertada e
encontramos Evo Morales, antes do previsível
litígio com o pessoal da Meja Luna.
No dia primeiro de agosto, dia de Pacha
Mama, seguindo uma antiga tradição, enterramos
uma panela de barro com comida cozida, mas a Deusa Terra não se revelou.
Ao regressarmos de nossa viagem sul-americana, encontramos Dona Flor,
Vadinho, Teodoro Madureira, Scarlet O´Hara e Rhet Butler prontos para explicarnos
a diferença entre as sociedades brasileira e norte-americana. Ambigüidade
prazerosa versus praticidade progressista! Um primor de espetáculo!
Com tudo isso, foi possível montar um quebra-cabeça sobre a geopolítica
mundial e rascunhar inacabadas linhas sobre o futuro do Brasil, um país grandalhão
e gente-boa, evitando a ingenuidade dos otimistas e a amargura dos pessimistas.
Como legado, recebemos a indicação de milhares de livros “imperdíveis” que
levaremos nossas vidas para ler e entender.
Por tudo o que foi exposto, de forma nem um pouco acadêmica (diga-se de
passagem), essa turma estabeleceu um vínculo indissolúvel com os principais
agentes de um prodigioso milagre de engrandecimento cultural: os professores
Danilo Marcondes, Everardo Rocha e Francisco Carlos. Assim, de modo sincero, gostaríamos de demonstrar
nosso reconhecimento e gratidão homenageando-os com uma lembrança singela pelas horas dedicadas
ensinando-os um pouco de seu conhecimento.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Encerramento do Curso
Ontem, na Escola de Guerra Naval, foi encerrado, oficialmente pelo Comandante da Marinha, o C-PEM 2008. Foi o início de uma nova etapa de convivência entre os "CPÊNICOS" onde prevalecerá a AMIZADE.
O evento terminou com uma confraternização, já tradicional, onde as famílias puderam reforçar os laços de amizade e o conhecimento.
A turma de formandos do C-PEM é composta dos seguintes membros:
O evento terminou com uma confraternização, já tradicional, onde as famílias puderam reforçar os laços de amizade e o conhecimento.
A turma de formandos do C-PEM é composta dos seguintes membros:
- Garnier (Farol)
- Fernando
- Aratanha (Arata)
- Cristina (Tininha)
- Achilles
- Aloysio
- Hudson (da Selva)
- Marcus Sá (Pai da Letícia)
- Juan
- Álvaro (Missivista)
- Aquino
- Amauri
- Romilton
- Barbedo
- Magno (Vice)
- Mota (Macrocéfalo - Motinha)
- Norberto (Adido em Sodalita)
- Caldeira
- Marcello
- Condé
- Fernando Figueiredo
- Fiuza
- Miyazaki (Japorongo)
- Zuquello
- Bruzzi
- Bueno
- Bruce
- Somavilla (Madurão)
- Barreto Leite (Marrentinho)
- Mallmann
- Freire (John Locke)
- Gilberto (Sapão)
- Joel
- Duróvini
- Pina
- Geraldo (Professor)
- Landim (Baiano)
Todos de parabéns.
Sem esquecer os componentes do time no início do campeonato.....
- Iberê
- Luiz Augusto (Cachorro)
- Antônio Cesar (Índio)
- Azeredo (Fiapo)
- Alcides (Cridan)
- Carneiro da Silva (Sheep)
- Olsen
DISCURSO DE FIM DE CURSO – C-PEM/2008
Estamos em 25 de fevereiro.
Convido as senhoras e os senhores para uma breve viagem no tempo.
No entanto, depois de tantos estudos prospectivos, não me refiro a um cenário no futuro, mas sim a fevereiro deste ano, 2008, que ora chega ao seu crepúsculo vespertino.
Mas, como dizia, voltamos uns meses no tempo e são 25 de fevereiro de 2008. É hora de nos concentrarmos na Escola de Guerra Naval para o desafiante, extenuante e mesmo, temeroso, Curso de Política e Estratégia Marítimas (tais eram os sentimentos que nos acercavam, à época). A fama do C-PEM, que transcende as fronteiras da Marinha, é de ser um curso de elevado nível de exigência; muito trabalhoso. Todavia, regressar aos bancos escolares nos transporta a uma fase gostosa da vida – a infância. Por mais idade que tenhamos, voltamos a ser simplesmente – alunos.
As expectativas a respeito do curso são grandes. Um misto de ansiedade, esperança, alegria de encontrar velhos companheiros e apreensão com os novos desafios. – Dizem que o MBA é muito bom, mas muito puxado! – Já não somos jovens aspirantes, não temos mais paciência para tantas aulas. – E as próximas comissões? Aonde será que estaremos a esta altura do próximo ano? Esses são alguns dos comentários de corredor.
Voltar à Escola, para a maioria, é prazenteiro. Por outro lado, o receio do desconhecido preenche aqueles que nela nunca estiveram. A mistura de Oficiais-Alunos dos diferentes Corpos e Quadros, das Forças-irmãs, além de um Servidor Civil, nos faz lembrar da miscigenação que caracteriza o povo brasileiro. Gente de diversas origens com diferentes experiências e pensamentos distintos, reunidas no mesmo espaço com os mesmos propósitos. Esse é o ambiente que permeia o início do C-PEM/2008.
Iniciam-se as aulas. Começam os trabalhos. Parafraseando um colega missivista, Comandante Álvaro – “Será mesmo o conflito inevitável?” Personagens como Tucídides, Platão, Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, Clauzevitz e tantos outros, passam a figurar em nossos dia-a-dia como velhos amigos. A Paz de Westfália e o novo sistema internacional, o surgimento de conceitos como os de Estado-Nação e soberania, as principais guerras, o direito internacional, as relações econômicas entre os Estados, a gestão de empresas e as crises, são algumas das diversas questões que passam a compor o quadro de pensamentos que nos acompanha e, por vezes, até mesmo a noite, no travesseiro.
O contato com o mundo extra-muros apresentado pelo MBA em Gestão Internacional, da COPPEAD-UFRJ, nos insere num ambiente acadêmico ainda não experimentado pela maioria. Renomados Mestres e Doutores nos brindam com novos conhecimentos e nos abrem as janelas para um mundo real e dinâmico, que nos influencia constantemente.
A despeito de sermos todos militares, salvo o nosso caro Professor, somos todos de natureza disciplinada, e aí o incluo. Contudo, sofremos com a execução da monografia, levada a cabo com os mesmos rigores de uma tese, à luz da disciplina da metodologia científica, que nos desafia. As aulas do MBA prosseguem concomitantes com os trabalhos do MBA, numa dinâmica acelerada. Assuntos sempre interessantes que exigem uma dedicação exclusiva e, por vezes, exaustiva. E a monografia prossegue...
Mas temos o privilégio de poder contar com a Dona Jurema, carinhosamente chamada pela Turma de Dª Ju, que, com seus cafés, chás e outros mimos nos alenta e incentiva a prosseguir.
O semestre vai avançando e logo na primeira viagem de estudos percebe-se algo peculiar: o entrosamento da Turma. Tendo em conta ser um grupo tão heterogêneo (digo, para os parâmetros navais), composto por Oficiais CA, FN e IM oriundos de três turmas distintas da Escola Naval; Oficiais Md e EN; Oficiais convidados do EB e da FAB; um SC; em caráter inédito, a primeira Oficial do Quadro Feminino da Marinha, CMG (Md) Cristina Costa; e o primeiro Oficial do Quadro Técnico, CMG Landin; a mistura mostrou-se muito bem sucedida. O resultado foi uma relação entre os pares baseada no respeito profissional, na cordialidade e na camaradagem. Digno de menção foi o entrosamento alcançado pelos coronéis das Forças-irmãs, nominados na intimidade da Turma de Coronéis de Mar-e-Guerra, Hudson e Freire, do EB e, Barbedo, da FAB, o que expressa nosso apreço. A prevalência da renúncia aos anseios individuais em prol do bem coletivo criou uma coesão fundamental para a singradura segura, mantendo o barco sempre no rumo planejado. A Turma, unida, suavizou as aflições pessoais e tornou mais fácil e prazerosa a nossa jornada conjunta.
Por dever de justiça, há que se reconhecer que boa parte dessa coesão deve-se ao nosso xerife, a quem chamamos apropriadamente de Farol, o iluminado CMG Garnier, merecedor de menção elogiosa, posto que o comportamento de qualquer grupo social sejam instituições, Estados ou grupos menores, sofre influência significativa do seu líder.
Prosseguindo na viagem, chega o mês de agosto, momento crucial do curso. O barco, digo, a Turma enfrenta mares revoltos com a entrega da monografia entremeada com os trabalhos do término do MBA e os preparativos para as viagens de estudo que se acercam. Um misto de sentimentos representados por traços extenuantes, decorrentes da empreitada cansativa, e nostálgicos, pela despedida do convívio semanal com os nossos tão caros professores da COPPEAD.
Todavia, desafios ainda nos aguardam. O vigia do tijupá nos alerta – Vem aí o Estudo de Estado-Maior! Estudo que culmina com uma apresentação ao Almirantado. E prossegue o C-PEM com seus esforços na busca de emprestar à Marinha, o que ele tem de melhor: as idéias de seus alunos para a solução dos problemas propostos pelo EMA. Mais uma vez a turma se faz presente. O apoio mútuo e o incentivo entre os grupos foram marcantes. Finalmente, entre idas e vindas, acertos e ajustes, para o bem daqueles que combatem o “bom combate”, essa outra etapa foi vencida, com alguma adrenalina, confesso. Mas, me parece, conseguimos arrancar alguns elogios da nobre platéia.
Aproxima-se o fim da viagem. Toma lugar o planejamento de uma Força Naval para o Brasil e o exercício do seu emprego numa manobra de crise, trabalho que busca congregar todos os conhecimentos obtidos ao longo do curso. Nessa fase o barco parece navegar com mais suavidade. Já se vê terra boiar no horizonte.
É hora de atracar, de revoada para as aeronaves embarcadas, regressar ao porto seguro depois de uma longa jornada que foi o C-PEM/2008. Estamos de volta ao tempo presente, que, neste caso, não é um sitio de especialistas em geopolítica contemporânea, mas sim o momento atual, que é de agradecimentos e despedidas.
Haja vista alunos que somos, não lograríamos completar sozinhos essa jornada, não fosse a ampla contribuição que tivemos. Portanto, fui incumbido pela Turma de expressar os nossos sentimentos de gratidão.
À Marinha, instituição que, ao abraçarmos a carreira naval, nos acolheu e nos emprestou grande parte daquilo que hoje somos.
Às autoridades navais e seus órgãos representativos, das quais cito, em particular, o Comandante da Marinha e o Chefe do Estado-Maior da Armada.
Às demais autoridades que contribuíram com palestras e conferências proferidas e com orientações que emanam de suas instituições e da Alta Administração Naval.
Ao Diretor da EGN, CA Walter Carrara Loureiro, nosso líder mor, que nos proporcionou, por meio da condução da Escola, um ano letivo profícuo e agradável.
Ao CDE – Alte Reis, ao Encarregado do C-PEM – CMG Cláudio, aos nossos instrutores do Corpo Docente, bem como à Administração da EGN – Oficiais, Praças e SC, o nosso muito obrigado.
Aos nossos amigos da COPPEAD-UFRJ, professores e administradores, que tornaram possível a realização do MBA em Gestão Internacional, distinguido por todos como um dos pontos altos do curso, o nosso reconhecimento.
Aos palestrantes e conferencistas, aos amigos e companheiros que nos guiaram os passos, os nossos sinceros agradecimentos.
Aos nossos familiares que, com seus carinho e compreensão nos apoiaram e nos incentivaram ao longo dessa jornada, a nossa eterna gratidão.
São características das grandes instituições a sabedoria, a tradição e a perenidade. A Marinha, por meio de uma espécie de simbiose de seus integrantes, nos proporciona um período de reflexão e absorção de conhecimentos, numa fase ideal da vida, marcada pela combinação da idade com a maturidade. Ela é, ao mesmo tempo, a promotora e a grande vencedora, que colherá os melhores frutos das árvores aqui plantadas. A Turma está de parabéns pela formatura, mas a grande homenageada desta data é a Marinha.
Pensamos que o C-PEM/2008 tenha atingido seu propósito. Levamos daqui uma boa noção geopolítica do contexto mundial e de como o Brasil nele se insere. Adquirimos uma visão da dimensão da Marinha e do quanto é preciso avançar. Mais do que isso, aprendemos que os homens e mulheres da Marinha devem buscar o equilíbrio, que passa pela abnegação, pelo compromisso e pela dedicação profissional, mas também passa pela saúde, felicidade, bem estar familiar e realização profissional. Serão esses profissionais, equilibrados, que comporão o pessoal necessário à boa condução da nossa cara instituição. Resumindo em uma expressão cotidiana, “saímos melhores do que entramos”, disso, estamos certos.
Como escreveu um colega nosso, o Comandante Romilton, talvez inspirado em Vinicius de Morais, “as amizades reconhecidas no C-PEM/2008 nortearam o nosso convívio e desse convívio foi construída a nossa Turma”. As amizades e a Turma são, sem dúvida, a nossa maior recompensa.
Faço pela última vez o uso da palavra que me foi outorgado, para apresentar as nossas despedidas àqueles que conosco participaram do C-PEM/2008. Sim, participaram, pois participar é conviver, é tomar parte, é ajudar, é conduzir, é construir junto, é orientar, é conceder, é motivar. Sim, participaram, pois sem eles não teríamos concluindo com êxito a nossa jornada.
A todos os senhores e as senhoras, aqui presentes ou citados, a todos aqueles que de alguma forma participaram conosco do C-PEM/2008, expressamos, saudosos, as nossas despedidas e confirmamos a nossa gratidão com uma breve palavra da língua portuguesa, mas de grande significado:
– VALEU!
Convido as senhoras e os senhores para uma breve viagem no tempo.
No entanto, depois de tantos estudos prospectivos, não me refiro a um cenário no futuro, mas sim a fevereiro deste ano, 2008, que ora chega ao seu crepúsculo vespertino.
Mas, como dizia, voltamos uns meses no tempo e são 25 de fevereiro de 2008. É hora de nos concentrarmos na Escola de Guerra Naval para o desafiante, extenuante e mesmo, temeroso, Curso de Política e Estratégia Marítimas (tais eram os sentimentos que nos acercavam, à época). A fama do C-PEM, que transcende as fronteiras da Marinha, é de ser um curso de elevado nível de exigência; muito trabalhoso. Todavia, regressar aos bancos escolares nos transporta a uma fase gostosa da vida – a infância. Por mais idade que tenhamos, voltamos a ser simplesmente – alunos.
As expectativas a respeito do curso são grandes. Um misto de ansiedade, esperança, alegria de encontrar velhos companheiros e apreensão com os novos desafios. – Dizem que o MBA é muito bom, mas muito puxado! – Já não somos jovens aspirantes, não temos mais paciência para tantas aulas. – E as próximas comissões? Aonde será que estaremos a esta altura do próximo ano? Esses são alguns dos comentários de corredor.
Voltar à Escola, para a maioria, é prazenteiro. Por outro lado, o receio do desconhecido preenche aqueles que nela nunca estiveram. A mistura de Oficiais-Alunos dos diferentes Corpos e Quadros, das Forças-irmãs, além de um Servidor Civil, nos faz lembrar da miscigenação que caracteriza o povo brasileiro. Gente de diversas origens com diferentes experiências e pensamentos distintos, reunidas no mesmo espaço com os mesmos propósitos. Esse é o ambiente que permeia o início do C-PEM/2008.
Iniciam-se as aulas. Começam os trabalhos. Parafraseando um colega missivista, Comandante Álvaro – “Será mesmo o conflito inevitável?” Personagens como Tucídides, Platão, Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, Clauzevitz e tantos outros, passam a figurar em nossos dia-a-dia como velhos amigos. A Paz de Westfália e o novo sistema internacional, o surgimento de conceitos como os de Estado-Nação e soberania, as principais guerras, o direito internacional, as relações econômicas entre os Estados, a gestão de empresas e as crises, são algumas das diversas questões que passam a compor o quadro de pensamentos que nos acompanha e, por vezes, até mesmo a noite, no travesseiro.
O contato com o mundo extra-muros apresentado pelo MBA em Gestão Internacional, da COPPEAD-UFRJ, nos insere num ambiente acadêmico ainda não experimentado pela maioria. Renomados Mestres e Doutores nos brindam com novos conhecimentos e nos abrem as janelas para um mundo real e dinâmico, que nos influencia constantemente.
A despeito de sermos todos militares, salvo o nosso caro Professor, somos todos de natureza disciplinada, e aí o incluo. Contudo, sofremos com a execução da monografia, levada a cabo com os mesmos rigores de uma tese, à luz da disciplina da metodologia científica, que nos desafia. As aulas do MBA prosseguem concomitantes com os trabalhos do MBA, numa dinâmica acelerada. Assuntos sempre interessantes que exigem uma dedicação exclusiva e, por vezes, exaustiva. E a monografia prossegue...
Mas temos o privilégio de poder contar com a Dona Jurema, carinhosamente chamada pela Turma de Dª Ju, que, com seus cafés, chás e outros mimos nos alenta e incentiva a prosseguir.
O semestre vai avançando e logo na primeira viagem de estudos percebe-se algo peculiar: o entrosamento da Turma. Tendo em conta ser um grupo tão heterogêneo (digo, para os parâmetros navais), composto por Oficiais CA, FN e IM oriundos de três turmas distintas da Escola Naval; Oficiais Md e EN; Oficiais convidados do EB e da FAB; um SC; em caráter inédito, a primeira Oficial do Quadro Feminino da Marinha, CMG (Md) Cristina Costa; e o primeiro Oficial do Quadro Técnico, CMG Landin; a mistura mostrou-se muito bem sucedida. O resultado foi uma relação entre os pares baseada no respeito profissional, na cordialidade e na camaradagem. Digno de menção foi o entrosamento alcançado pelos coronéis das Forças-irmãs, nominados na intimidade da Turma de Coronéis de Mar-e-Guerra, Hudson e Freire, do EB e, Barbedo, da FAB, o que expressa nosso apreço. A prevalência da renúncia aos anseios individuais em prol do bem coletivo criou uma coesão fundamental para a singradura segura, mantendo o barco sempre no rumo planejado. A Turma, unida, suavizou as aflições pessoais e tornou mais fácil e prazerosa a nossa jornada conjunta.
Por dever de justiça, há que se reconhecer que boa parte dessa coesão deve-se ao nosso xerife, a quem chamamos apropriadamente de Farol, o iluminado CMG Garnier, merecedor de menção elogiosa, posto que o comportamento de qualquer grupo social sejam instituições, Estados ou grupos menores, sofre influência significativa do seu líder.
Prosseguindo na viagem, chega o mês de agosto, momento crucial do curso. O barco, digo, a Turma enfrenta mares revoltos com a entrega da monografia entremeada com os trabalhos do término do MBA e os preparativos para as viagens de estudo que se acercam. Um misto de sentimentos representados por traços extenuantes, decorrentes da empreitada cansativa, e nostálgicos, pela despedida do convívio semanal com os nossos tão caros professores da COPPEAD.
Todavia, desafios ainda nos aguardam. O vigia do tijupá nos alerta – Vem aí o Estudo de Estado-Maior! Estudo que culmina com uma apresentação ao Almirantado. E prossegue o C-PEM com seus esforços na busca de emprestar à Marinha, o que ele tem de melhor: as idéias de seus alunos para a solução dos problemas propostos pelo EMA. Mais uma vez a turma se faz presente. O apoio mútuo e o incentivo entre os grupos foram marcantes. Finalmente, entre idas e vindas, acertos e ajustes, para o bem daqueles que combatem o “bom combate”, essa outra etapa foi vencida, com alguma adrenalina, confesso. Mas, me parece, conseguimos arrancar alguns elogios da nobre platéia.
Aproxima-se o fim da viagem. Toma lugar o planejamento de uma Força Naval para o Brasil e o exercício do seu emprego numa manobra de crise, trabalho que busca congregar todos os conhecimentos obtidos ao longo do curso. Nessa fase o barco parece navegar com mais suavidade. Já se vê terra boiar no horizonte.
É hora de atracar, de revoada para as aeronaves embarcadas, regressar ao porto seguro depois de uma longa jornada que foi o C-PEM/2008. Estamos de volta ao tempo presente, que, neste caso, não é um sitio de especialistas em geopolítica contemporânea, mas sim o momento atual, que é de agradecimentos e despedidas.
Haja vista alunos que somos, não lograríamos completar sozinhos essa jornada, não fosse a ampla contribuição que tivemos. Portanto, fui incumbido pela Turma de expressar os nossos sentimentos de gratidão.
À Marinha, instituição que, ao abraçarmos a carreira naval, nos acolheu e nos emprestou grande parte daquilo que hoje somos.
Às autoridades navais e seus órgãos representativos, das quais cito, em particular, o Comandante da Marinha e o Chefe do Estado-Maior da Armada.
Às demais autoridades que contribuíram com palestras e conferências proferidas e com orientações que emanam de suas instituições e da Alta Administração Naval.
Ao Diretor da EGN, CA Walter Carrara Loureiro, nosso líder mor, que nos proporcionou, por meio da condução da Escola, um ano letivo profícuo e agradável.
Ao CDE – Alte Reis, ao Encarregado do C-PEM – CMG Cláudio, aos nossos instrutores do Corpo Docente, bem como à Administração da EGN – Oficiais, Praças e SC, o nosso muito obrigado.
Aos nossos amigos da COPPEAD-UFRJ, professores e administradores, que tornaram possível a realização do MBA em Gestão Internacional, distinguido por todos como um dos pontos altos do curso, o nosso reconhecimento.
Aos palestrantes e conferencistas, aos amigos e companheiros que nos guiaram os passos, os nossos sinceros agradecimentos.
Aos nossos familiares que, com seus carinho e compreensão nos apoiaram e nos incentivaram ao longo dessa jornada, a nossa eterna gratidão.
São características das grandes instituições a sabedoria, a tradição e a perenidade. A Marinha, por meio de uma espécie de simbiose de seus integrantes, nos proporciona um período de reflexão e absorção de conhecimentos, numa fase ideal da vida, marcada pela combinação da idade com a maturidade. Ela é, ao mesmo tempo, a promotora e a grande vencedora, que colherá os melhores frutos das árvores aqui plantadas. A Turma está de parabéns pela formatura, mas a grande homenageada desta data é a Marinha.
Pensamos que o C-PEM/2008 tenha atingido seu propósito. Levamos daqui uma boa noção geopolítica do contexto mundial e de como o Brasil nele se insere. Adquirimos uma visão da dimensão da Marinha e do quanto é preciso avançar. Mais do que isso, aprendemos que os homens e mulheres da Marinha devem buscar o equilíbrio, que passa pela abnegação, pelo compromisso e pela dedicação profissional, mas também passa pela saúde, felicidade, bem estar familiar e realização profissional. Serão esses profissionais, equilibrados, que comporão o pessoal necessário à boa condução da nossa cara instituição. Resumindo em uma expressão cotidiana, “saímos melhores do que entramos”, disso, estamos certos.
Como escreveu um colega nosso, o Comandante Romilton, talvez inspirado em Vinicius de Morais, “as amizades reconhecidas no C-PEM/2008 nortearam o nosso convívio e desse convívio foi construída a nossa Turma”. As amizades e a Turma são, sem dúvida, a nossa maior recompensa.
Faço pela última vez o uso da palavra que me foi outorgado, para apresentar as nossas despedidas àqueles que conosco participaram do C-PEM/2008. Sim, participaram, pois participar é conviver, é tomar parte, é ajudar, é conduzir, é construir junto, é orientar, é conceder, é motivar. Sim, participaram, pois sem eles não teríamos concluindo com êxito a nossa jornada.
A todos os senhores e as senhoras, aqui presentes ou citados, a todos aqueles que de alguma forma participaram conosco do C-PEM/2008, expressamos, saudosos, as nossas despedidas e confirmamos a nossa gratidão com uma breve palavra da língua portuguesa, mas de grande significado:
– VALEU!
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