SEGUNDO ENCONTRO C-PÊNICO DE 2012
Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2012
Em plena “Dezembrada Naval”, quando há um incontável número de solenidades e é praticamente impossível haver disposição e tempo para qualquer atividade extracurricular, eis que ocorreu o SEGUNDO ENCONTRO C-PÊNICO!!!!! Por essas e outras (inconfessáveis) razões, a turma de 2008 do C-PEM deixou marcas profundas na Casa do Saber...
Este que vos escreve, Ahmed, já não esperava tão formidável oportunidade, ainda em 2012. Tanto que foi pego meio desprevenido.Contudo, enganam-se aqueles que não acreditam “no taco” desse implacável resenhista da vida C-Pênica. Tão logo soube da movimentação, este missivista deixou de lado os preparativos para o “fim do mundo” e deslocou-se para a Sede do Clube Naval, em busca de uma boa reportagem.
E, por falar no tal Calendário Maia, francamente, não dá mais para dar credibilidade a qualquer coisa dita por historiadores, arqueólogos, ou similares.
Este escriba sempre achou muito estranhas algumas afirmações sobre personagens históricos, seres extintos, civilizações perdidas, etc. Onde já se viu, a partir de um calendário produzido por um povo que, sem mais nem menos, simplesmente ”se foi”, deixou de existir, acreditarmos que o fim estava tão próximo?
Incompetência e outros aspectos inerentes à natureza humana, sempre existiram. Então, por que não acreditar que o tal calendário terminava em 21 de dezembro de 2012, simplesmente porque o edital de licitação da época assim exigia? Então tá... Tanto tenho razão que revelei, na primeira resenha, o mistério do tal Pepino “o Breve”.
Voltando ao SEGUNDO ENCONTRO, tudo foi tão rápido e, até certo ponto, discreto, que mais parecia um “flash mob”. Acho que alguns temeram tal exposição e “roeram a corda”. Perderam!!!!
Segue a cronologia dos eventos...
1 – 15 de Dezembro de 2012 - A Origem
O local não poderia ser mais improvável: a igreja do Mosteiro de São Bento. A oportunidade menos ainda: a formatura dos alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio São Bento. Na manhã de 15 de dezembro passado, por volta das 10 h, Gilberto, (mais) conhecido como Sapão, chegou à igreja. Esbaforido por estar atrasado e por ter subido correndo, sob um calor insuportável, a ladeira que leva à igreja, Sapão estava completamente húmido, situação desconfortável não fosse ele um anfíbio.Pois bem, nessas condições, Sapão, quando avistou Ahmed, abriu um sorriso surpreso e amistoso.
Ultrapassados os protocolares cumprimentos, Sapão, não dando a menor bola para o andamento da missa, começou a procurar algo nos bolsos.
Conforme ele ser contorcia para enfiar as mãos meladas de suros nos bolsos, ele murmurava baixinho frases do tipo:
- “Onde está?”
- “Não é possível que eu tenha esquecido!”
- “Ele não é o Farol, mas talvez saiba...”
Discretamente, este escriba acompanhava a movimentação de Sapão e fingia que nada percebia, acompanhando a missa. Eis que, de repente, Sapão tirou do bolso uma folha de papel amarelada e toda amassada.
Ao abri-la, aliviado, o semblante do nosso anfíbio companheiro mudou. Este missivista se espichou todo para dar uma olhada no tal papel e, estarrecido, verificou que nele estavam escritas, em letras bem miúdas, uma longa lista de perguntas.
- “Arrêgo! É a lista de perguntas para o Farol!” – lembrei.
Antes do Sapão tentar sequer emitir um coaxado, este missivista foi logo dizendo:
- “Giba, acho um desrespeito você “queimar” esta bonita lista comigo. Ela merece alguém à altura dela. O Farol é o cara certo!”Sapão ficou, por um instante, olhando triste para aquele papel amarelado.
Até que...
- “Você tem razão, Ahmed, não vou gastar perguntas tão boas com você!”
Em seguida, recobrando-se do “baque”, Sapão perguntou:
- “Por que não fazemos outro encontro da turma ainda neste ano?”
Sem perder o fôlego, ele prossegiu...
- “Estou trabalhando no Clube Naval. Há um lugar reservado para esse tipo de evento. Coisa barata. Tem salgadinho, bebida, garçom, etc. Eu posso fazer a reserva. O pessoal tem que ir! Não custa nada! Turmas pequenas ou grandes têm se reunido lá. Não há como dar errado! As autoridades, então, não poderão alegar dificuldade alguma. Basta saltar na porta, sem atropelo algum. Coisa fácil, gostosa...”
Antes que ele prosseguisse com a ladainha e tentando dar um pouco de sossego ao pessoal que tentava acompanhar missa, eu disse:
- “Deixa comigo! Ainda hoje, eu convocarei o pessoal por e-mail. Depois, eu ligarei para alguns. Não consigo antecipar, contudo, qual será a reação do pessoal, pois está muito perto no Natal...”Aí fui interrompido por um Sapão irritado:
- “Natal?! Vai me dizer que há C-Pênico fazendo bico como Papai Noel?”
Concordei com tudo de modo a encerrar o assunto. Sapo bravo é que não há como aturar.
Tentando desviar do assunto, perguntei ao Sapão:
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Pra quê... O nosso amigo parecia que havia engolido uma daquelas pílulas produzidas pelo Visconde de Sabugosa para fazer a boneca Emília falar. Tal qual na história, nosso amigo não parava de falar...
Enfim, encerrada a cerimônia, este escriba foi para casa e emitiu a primeira convocação por e-mail. Dia proposto 19 de dezembro, uma quarta-feira.
2 – 16 de Dezembro
Domingo, não houve qualquer movimentação sobre o assunto.
3 – 17 de Dezembro
Logo cedo, preocupado, este missivista tentou entrar em contato com nosso anuro amigo. Em vão! Soube que ele só chega em horário civilizado, após o almoço, quando a lagoa está mais quentinha.
À tarde, houve alguns contatos. Nessas oportunidades, foi muito difícil acompanhar as flutuações de humor de Sapão. Ora ele ligava afirmando que era melhor desmarcar tudo, pois não haveria adesões e teríamos (este missivista e ele) que arcar com as despesas, logo depois, ele mudava completamente de linha de raciocínio, mantendo tudo conforme combinado e contando, eufórico, que havia falado por telefone com alguém que confirmara a presença. Seria nosso Sapo bipolar?Tentando manter a calma, diante de um expediente nem um pouco tranquilo, este escriba “definiu a manobra”:
- “Giba, marque tudo conforme combinado. O pessoal aparecerá! Pode confiar!”
À noite, em casa (afinal, graças à chamada “Turma de Zuca” não consigo ler e-mail durante o expediente), este missivista constatou algumas adesões ao evento. Uns afirmaram, desde o início, que iriam, outros afirmaram que tentariam ir, a grande maioria, contudo, não se pronunciou. A esse grupo de “mudos” virtuais, dirigi novo e-mail apresentando informações adicionais sobre o evento.
4 – 18 de Dezembro
Na véspera do evento, a situação foi mais calma. A “manobra” havia sido definida e a reserva feita. Havíamos, portanto, ultrapassado o ponto não de retorno e não restava outra coisa a fazer senão ir em frente.
Foram feitos alguns (poucos) contatos telefônicos e Sapão sugeriu alguns agregados ao evento. Percebia-se uma “ponta de preocupação” na voz de nosso camarada. Entretanto, não houve as tais oscilações de humor da véspera. Talvez a dose do remédio tenha sido aumentada, talvez ele estivesse mais resignado, talvez não fosse nada disso... Alguém sabe o que passa na cabeça de um sapo?
Em uma pequena “janela” do expediente, foi possível acertar com Becão que iríamos juntos, com saída prevista para 11:10 h.
À noite, novos contatos por e-mail, mas nada que modificasse a incerteza quanto às adesões ao evento.
5 – 19 de Dezembro
O grande dia! Calor, expediente agitado... Tudo normal.
Este escriba acelerou o quanto pode a assinatura de Ordens Bancárias e outros documentos de igual nível de relevância intelectual. O propósito era estar desimpedido para a hora marcada com Becão. Imagina a bronca que eu tomaria se chegasse atrasado. E Sapão? Após tanta incerteza, o que ele pensaria se nem este missivista chegasse na hora marcada?
Foi impossível falar com Cumpadre Landin, por mais que este escriba tivesse deixado recados de voz e de texto. Onde teria se metido nosso mais baiano amigo?
Por outro lado, foi possível conversar com nosso Farol. Nosso guia supremo afirmou que, a despeito de terem enfiado goela abaixo um novo compromisso, ele apareceria por lá nem que fosse para dizer um “Oi!”.
Roupa trocada, com Becão “ a tiracolo”, fomos para o Clube Naval. Na saída da paradisíaca Ilha da Cobras, ao comentar com Becão que não havia conseguido localizar Landin, surgiu no visual um cabra andando feito Landin, usando óculos escuros ao bom estilo Odorico Paraguaçu, e com um cabelo...acaju!?! Para completar o visual, o tal sujeito trajava uma camisa listrada cinza e ROSA!
Exclamei:
- “Landin! Olha lá o Landin! Pare o carro motorista!”
E era ele, de fato.
No caminho, ele explicou porque não havia conseguido falar com ele.
- “Não é que esqueci o maldito celular no carro?”
Ainda no trajeto até o Clube Naval, foi possível conversar rapidamente com Arata, nosso Dotô de Campanha, que apresentou uma desculpa esfarrapada (estava em uma sala de cirurgia pinçando a artéria femoral de um paciente e não podia sair de lá senão o tal infeliz morreria). Nosso Dotô ainda teve fôlego para justificar a falta de Uhura, antes de se despedir e desejar a todos um Feliz Natal etc. e tal.
Ao longe, ainda na Avenida Rio Branco, era possível avistar um aflito Sapão “montando guarda” na escada de entrada do Clube Naval. Quando saltamos do carro, ele olhou para o céu coo se desse graças a Deus. E abriu um largo sorrido. E um sapo sorrindo de orelha a orelha (alguém já viu orelha de sapo?) é coisa para não ser esquecida.Subimos para o local reservado (4o andar, logo na saída do elevador), e tratamos de ficar a vontade, à espera dos demais(?): Becão, Sapão, Landin e este que vos escreve.
Não tardou para outros apresentarem-se ao local da “cerimônia” (tentando respeitar a ordem de chegada):
Aloysio “O Bardo”, Nonô Azulay, John Forrest Gump Locke, Juan, Farol, Zuca e... Voraz. Com esse time de notáveis C-pênicos, vieram: Nascimento (Guimba), Leandro e (desculpe, Freire, mas não consegui lembrar o nome) um Coronel amigo de nosso C-Pênico de Infantaria (o único, por sinal, que guarda em casa um pouco da areia da fazenda onde foi criado Sampaio, patrono da Infantaria).
E Sapão demonstrou toda sua destreza como anfitrião. Havia salgadinhos de boa qualidade para abrir nosso apetite (precisa?) e, para apimentar o ambiente, veio uma garrafa de uísque que foi abatida com bravura.
A conversa rolou redonda, sem saudosismos exagerado ou papo confinado. Os convidados se enturmaram logo nas histórias.
Nonô Azulay estava afiado! Não escapava ninguém!
Sapão tirou a tal lista amarelada do bolso e foi logo assediando o Farol. Educado com sempre, perspicaz como poucos, nosso iluminado líder suportou estoicamente as primeiras 23 perguntas, e só foi salvo da ensandecida blitz anfíbia porque um de seus telefones tocou. Coincidência? Quem sabe?
Importante mencionar que, em contraposição ao 100% de falta de nosso Corpo de Saúde, 100% dos Engenheiros que estão no Rio de Janeiro foram ao Encontro. Amaury e seu jaboti estão em Recífilis e Dom Marcus Sá de Lelê está trabalhando em Campinas (dizem que ele está contribuindo para a construção da Transviadônica, uma via expressa que unirá Pelotas a Campinas.). Aloysio foi um que, desde o início, deriu ao evento. Juan, Pura Física, manteve-se “mudo” e surpreendeu a todos quando surgiu.Juan, de novidade, trouxe diversas informações sobre mandarim e outros idiomas falados na China. Essa é a “nova fronteira” que ele vem explorando. Tanto que morou um tempo em Xangai, e deu início a uma família por lá. Por sinal Juan nega qualquer indício que seja sobre o assunto, mas não soube explicar o retrato de um “chininha miúdo” que ele leva na carteira.
Zuca, a despeito de ter avisado que estava chegando, demorou um bocado para encontrar o local do evento. Segundo ele, certa confusão em relação à entrega de
um documento acabou atrasando-o. Documento? Pois sim... No meu tempo isso tinha outro nome.
O almoço foi retardado ao máximo, de modo aguardar Voraz. Segundo Giba, Voraz, depois da reserva, faz ponto no cemitério como carpideira profissional. Ele, escandaloso como poucos, “anima” velórios menos concorridos. È o que dizem, “oficial de Marinha está pronto para qualquer papel”.
Mas, em face de compromissos de outros presentes, não houve alternativa senão servir o almoço sem o reforço de Voraz. Pairava no ar, então, a perspectiva de haver muitas sobras.
É oportuno mencionar a fantástica máquina fotográfica que nosso Cumpadre Landin levou ao evento. Produto Japonês, decerto! Nikkom! O detalhe da engenhoca era que, após pressionar o botão, o usuário tomava um susto e tremia a foto, pois o “flash” saltava antes de disparar. Coisa para profissionais com nervos de aço.
Enquanto comíamos tranquilos, eis que surge uma figura descabelada e molhada de suor: Voraz!!!!Sua entrada foi, de fato, triunfal.
Interrompendo a tranquilidade quase sagrada da refeição, nosso amigo glutão foi logo reclamando que não havíamos esperado por ele e que não teria tempo para comer tudo que tinha direito de comer. Esse camarada é barra pesada mesmo!
Não evitando o tal papo de cemitério, ele foi logo dizendo que volta-e meia, anda por lá. Sua vida anda muito corria por causa desses compromissos.
Acabada a refeição, sobremesa e tudo o mais, começamos a nos preparar para as partes desagradáveis: pagamento e despedidas.
Voraz ainda teve sua cota de tietagem, e pediu uma foto com o Farol. Reparem que o suor não havia secado, mesmo após algum tempo em ambiente climatizado. É que o ataque à mesa foi agressivo, como sempre. Isso exige muito esforço e acaba por comprometer a elegância.
Para o pagamento das despesas, foi necessária uma verdadeira “mão de sapo”.
Não podia ser em cartão de crédito. Só valia dinheiro ou cheque. Ou seja, retrocedemos uns 20 e tantos anos...

Nota por nota, Sapão foi “compondo” o montante necessário. Por quê Sapão? Fácil! Além de ser um Ecônomo por natureza, ele resolveu garantir que o Clube Naval recebesse o dinheiro devido. Sabem, afinal, onde ele está trabalhando? No Depto Financeiro! Nonô ainda tenteou ajudar, mas Sapão fez questão de ser o ÚNICO a meter a mão na grana.Ao final, já com alguns desfalques, o grupo reuniu-se para mais um registro fotográfico.
Quem não conseguiu comparecer, tente, na próxima, fazer uma forcinha. Quem foi, obrigado pela presença! Em 2013, faremos outros eventos.
A todos C-Pênicos e suas respectivas famílias, um Feliz Natal e um próspero 2013, repleto de felicidade e saúde.

























